Ainda existem no Brasil mais de 16 milhões de pessoas que sobrevivem com menos de R$70,00 mensais. Elas são enquadradas na situação de pobreza extrema e uma das mais eficazes ferramentas de que o Governo Federal lança mão para mudar esse quadro é o programa de rádio da Embrapa, o Prosa Rural. Foi o que revelou Mônica Schröder, assessora especial da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), durante o 2º Prosa em Sintonia - Encontro de Rádios Parceiras do Prosa Rural, realizado de 22 a 25 de novembro, em Salvador (BA). O evento, coordenado pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília, DF), teve a sua primeira versão realizada em Recife (PE), entre os dias 8 e 11 de outubro, e conta com o apoio do MDS, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço). Em cada encontro, foram reunidos cerca de 40 radialistas da região Nordeste e do Vale do Jequitinhonha mineiro e dez profissionais de comunicação de diferentes Unidades da Embrapa. Além de promover a capacitação dos profissionais de rádio, os encontros procuraram mostrar o importante papel desse meio de comunicação para a promoção do desenvolvimento e da inclusão social. A escolha do Nordeste não foi por acaso. A região concentra 59% dos brasileiros em situação de extrema pobreza, o que representa mais de nove milhões de pessoas. A transmissão de conhecimentos e de tecnologias pelas ondas radiofônicas tem se mostrado uma ação extremamente eficaz para mudar essa triste realidade social do campo. "É preciso pensar o Prosa Rural como instrumento de transformação de realidades", declarou Mônica Schröder em sua apresentação do Brasil sem Miséria. Por isso, o Prosa Rural é uma das atividades da Embrapa participantes do Plano. O nascimento do programa de rádio da Embrapa tem a sua origem no cuidado com a segurança alimentar. Prestes a completar dez anos, o Prosa Rural foi criado em 2003 como ferramenta de comunicação no âmbito do então programa Fome Zero, conforme lembrou o gerente geral da Embrapa Informação Tecnológica, Fernando do Amaral Pereira, na abertura do encontro de Salvador. O diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf Júnior, ressaltou no evento o papel do rádio no cotidiano do produtor rural. "Ao ordenhar seu rebanho antes de o sol nascer, o produtor não fica sem ouvir o rádio", ilustrou Stumpf. O diretor também aposta no rádio como meio crucial de combate à miséria. "Podemos ajudar esses nossos 16 milhões de irmãos que passam necessidades a ter uma vida digna levando informações pelo rádio", pontuou. A veiculação do Prosa Rural por meio de rádios comunitárias foi apontado como fator de sucesso do programa pelo coordenador-executivo da Abraço, José Luiz do Nascimento Sóter. "As rádios comunitárias atendem um público historicamente esquecido pela radiodifusão comercial, por isso, [ao ser veiculado por essas rádios] o Prosa Rural tornou-se um caso de enorme sucesso", declarou. O pouco espaço dos assuntos do campo nas rádios comerciais foi uma demanda apresentada pelo chefe geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Domingo Haroldo Reinhardt, sediada em Cruz das Almas (BA). "Por isso, além de gerar tecnologia, é também papel da Embrapa fazer com que ela chegue a quem precisa dela", colocou. O coordenador do Núcleo de Rádio da Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia, Edmundo Filho, concordou com Reinhardt. Ele considera positivo que a Embrapa não se preocupe somente em qualificar pessoas e gerar tecnologias, mas também em transmitir conhecimento. "Nesse sentido, a Embrapa tem um papel importantíssimo de parceira das rádios comunitárias", apontou. Durante o encontro, os radialistas foram apresentados às ações rurais do Plano Brasil sem Miséria e Suênia Cibele Ramos de Almeida, do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT) da Embrapa apresentou todas as ações que a Empresa desenvolve no âmbito do Plano. As ações de capacitação envolveram oficinas de linguagem sonora e entrevista no rádio e de técnicas de locução e expressão oral, ministradas pelos professores Adriane Lourenzon e Carlos Eduardo Esch. Os participantes contaram com um espaço para sugestões de melhorias para o Prosa Rural e para discutir o formato do programa. O encerramento do evento envolveu com uma oficina de elaboração de projetos a fim de capacitar os radialistas comunitários a captar recursos participando de editais lançados por instituições de financiamento. "O evento fortalece a parceria entre a Embrapa e as rádios comunitárias e todos saem ganhando", disse o radialista Genival do Carmo, de Santaluz (BA), locutor da Santaluz FM. "Trata-se de uma iniciativa fabulosa, pois não se faz transferência de tecnologia sem comunicação", concordou o chefe geral da Embrapa Cocais, de São Luís (MA), Valdemício Sousa, que também participou do Prosa em Sintonia. Fabio Reynol MTb 30.269/SP Embrapa Pesca e Aquicultura 633218 2933
Ainda existem no Brasil mais de 16 milhões de pessoas que sobrevivem com menos de R$70,00 mensais. Elas são enquadradas na situação de pobreza extrema e uma das mais eficazes ferramentas de que o Governo Federal lança mão para mudar esse quadro é o programa de rádio da Embrapa, o Prosa Rural. Foi o que revelou Mônica Schröder, assessora especial da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), durante o 2º Prosa em Sintonia - Encontro de Rádios Parceiras do Prosa Rural, realizado de 22 a 25 de novembro, em Salvador (BA).
O evento, coordenado pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília, DF), teve a sua primeira versão realizada em Recife (PE), entre os dias 8 e 11 de outubro, e conta com o apoio do MDS, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço). Em cada encontro, foram reunidos cerca de 40 radialistas da região Nordeste e do Vale do Jequitinhonha mineiro e dez profissionais de comunicação de diferentes Unidades da Embrapa.
Além de promover a capacitação dos profissionais de rádio, os encontros procuraram mostrar o importante papel desse meio de comunicação para a promoção do desenvolvimento e da inclusão social. A escolha do Nordeste não foi por acaso. A região concentra 59% dos brasileiros em situação de extrema pobreza, o que representa mais de nove milhões de pessoas.
A transmissão de conhecimentos e de tecnologias pelas ondas radiofônicas tem se mostrado uma ação extremamente eficaz para mudar essa triste realidade social do campo. "É preciso pensar o Prosa Rural como instrumento de transformação de realidades", declarou Mônica Schröder em sua apresentação do Brasil sem Miséria. Por isso, o Prosa Rural é uma das atividades da Embrapa participantes do Plano.
O nascimento do programa de rádio da Embrapa tem a sua origem no cuidado com a segurança alimentar. Prestes a completar dez anos, o Prosa Rural foi criado em 2003 como ferramenta de comunicação no âmbito do então programa Fome Zero, conforme lembrou o gerente geral da Embrapa Informação Tecnológica, Fernando do Amaral Pereira, na abertura do encontro de Salvador.
O diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf Júnior, ressaltou no evento o papel do rádio no cotidiano do produtor rural. "Ao ordenhar seu rebanho antes de o sol nascer, o produtor não fica sem ouvir o rádio", ilustrou Stumpf. O diretor também aposta no rádio como meio crucial de combate à miséria. "Podemos ajudar esses nossos 16 milhões de irmãos que passam necessidades a ter uma vida digna levando informações pelo rádio", pontuou.
A veiculação do Prosa Rural por meio de rádios comunitárias foi apontado como fator de sucesso do programa pelo coordenador-executivo da Abraço, José Luiz do Nascimento Sóter. "As rádios comunitárias atendem um público historicamente esquecido pela radiodifusão comercial, por isso, [ao ser veiculado por essas rádios] o Prosa Rural tornou-se um caso de enorme sucesso", declarou.
O pouco espaço dos assuntos do campo nas rádios comerciais foi uma demanda apresentada pelo chefe geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Domingo Haroldo Reinhardt, sediada em Cruz das Almas (BA). "Por isso, além de gerar tecnologia, é também papel da Embrapa fazer com que ela chegue a quem precisa dela", colocou.
O coordenador do Núcleo de Rádio da Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia, Edmundo Filho, concordou com Reinhardt. Ele considera positivo que a Embrapa não se preocupe somente em qualificar pessoas e gerar tecnologias, mas também em transmitir conhecimento. "Nesse sentido, a Embrapa tem um papel importantíssimo de parceira das rádios comunitárias", apontou.
Durante o encontro, os radialistas foram apresentados às ações rurais do Plano Brasil sem Miséria e Suênia Cibele Ramos de Almeida, do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT) da Embrapa apresentou todas as ações que a Empresa desenvolve no âmbito do Plano.
As ações de capacitação envolveram oficinas de linguagem sonora e entrevista no rádio e de técnicas de locução e expressão oral, ministradas pelos professores Adriane Lourenzon e Carlos Eduardo Esch. Os participantes contaram com um espaço para sugestões de melhorias para o Prosa Rural e para discutir o formato do programa.
O encerramento do evento envolveu com uma oficina de elaboração de projetos a fim de capacitar os radialistas comunitários a captar recursos participando de editais lançados por instituições de financiamento.
"O evento fortalece a parceria entre a Embrapa e as rádios comunitárias e todos saem ganhando", disse o radialista Genival do Carmo, de Santaluz (BA), locutor da Santaluz FM. "Trata-se de uma iniciativa fabulosa, pois não se faz transferência de tecnologia sem comunicação", concordou o chefe geral da Embrapa Cocais, de São Luís (MA), Valdemício Sousa, que também participou do Prosa em Sintonia.
Fabio Reynol MTb 30.269/SP
Embrapa Pesca e Aquicultura
633218 2933