22/06/16 |   Climate change  Coping with Droughts  Water Resource Management

Embrapa inaugura nova estação meteorológica em Sete Lagoas

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Photo: Sandra Brito

Sandra Brito -

Após 90 anos de coleta de informações meteorológicas, a antiga Estação Meteorológica Principal de Sete Lagoas-MG, até então operada manualmente, foi substituída pelo sistema automatizado. A Estação Meteorológica Automática (EMA) de Observação foi instalada em 10 de junho de 2016, na Embrapa Milho e Sorgo, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e começou a fornecer dados a partir do dia 14.

Inaugurada em 1926, a estação meteorológica convencional prestou inúmeros serviços para o monitoramento do clima no Brasil, em conjunto com outras 250 estações desse tipo.  A substituição pela automática permite que as condições meteorológicas sejam monitoradas a cada minuto enquanto na estação convencional essas informações eram coletadas três vezes ao dia.

O Chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, ressalta que a Estação Meteorológica é um patrimônio público e vai gerar informações climáticas importantes para a sociedade brasileira. "Foi firmado um convênio, em que a Embrapa tem a responsabilidade de indicar a área para a instalação da estação e mantê-la preservada e protegida", disse.

Segundo o inspetor meteorológico Silvio Dias de Alkmim, no Brasil estão instaladas mais de 400 estações meteorológicas automáticas. "A grande diferença, em comparação à estação convencional é que os dados são enviados por meio de telefonia celular para uma central do INMET, em Brasília, e disponibilizados no portal de distribuição dos dados meteorológicos", ressalta Alkmim.

Já na estação convencional, os dados são lidos e anotados por um observador a cada intervalo, e este observador envia os dados para um centro coletor.

A nova estação efetua medições da precipitação atmosférica (chuva), temperatura, umidade relativa do ar, radiação solar, pressão atmosférica e ventos. "Em relação às demais estações automáticas instaladas no Brasil, a novidade fica por conta do novo sistema de medição dos ventos através de sensor sônico de alta precisão, para medir a velocidade e direção dos ventos. Vale lembrar que os vendavais vêm se tornando um grande problema em nossa cidade", comenta o pesquisador da Embrapa Daniel Pereira Guimarães.

Segundo Daniel Guimarães, as informações geradas pelas estações automáticas permitem melhores análises da intensidade das chuvas, identificação das rajadas de ventos e a variação horária da radiação solar incidente.

Outra grande vantagem da estação automática é a autonomia energética, pois não depende de energia elétrica externa. A luz do sol é captada por placas de energia solar, instaladas na parte superior da estação. Ela trabalha com essa energia e contém duas baterias internas para armazenar essa força.

"Durante um determinado período teremos as duas estações em funcionamento até que as devidas calibrações sejam efetuadas para o melhor funcionamento da estação automática", explica Daniel.

Estação contribui com o manejo da irrigação

De acordo com o pesquisador Reinaldo Lúcio Gomide, da Embrapa Milho e Sorgo, as observações meteorológicas de superfície obtidas pela estação meteorológica automática são de suma importância na determinação da necessidade hídrica da cultura, ou seja, da evapotranspiração (ET). A ET é um processo combinado de transferência de água, na forma de vapor, de uma superfície coberta com cultura/vegetação para a atmosfera, incluindo a evaporação direta das superfícies do solo e das plantas e a transpiração das plantas.

"A automação dessas medições, em tempo real, facilita a obtenção da ET e, consequentemente, permite estabelecer estratégias de manejo de irrigação, determinar o volume de água necessário aos sistemas agrícolas, principalmente os irrigados, e dimensionar sistemas de distribuição e de armazenamento de água", destaca Gomide.

O pesquisador acrescenta que os dados climáticos são também importantes para os estudos de balanço hidrológico de água no solo e para o conhecimento da água disponível no solo, adequado para o crescimento das plantas. "Os dados possibilitam mensurar o déficit hídrico, por causa das irregularidades de chuva (veranicos); definir as condições favoráveis para a realização de operações de manejo do solo, seja por falta ou excesso de umidade no solo; definir as condições favoráveis para os tratamentos fitossanitários, que na maioria das situações são favorecidos pelo tempo seco; definir as condições para a aplicação de defensivos agrícolas; e verificar as condições para a colheita", pontua Gomide.

Dados disponíveis no portal INMET

Os dados gerados pela estação meteorológica automática são disponibilizados gratuitamente, em tempo real, na internet. Eles servem para a elaboração de previsão do tempo e dos produtos meteorológicos diversos, de interesse de usuários setoriais e do público em geral, e para uma vasta gama de aplicações em pesquisa em meteorologia, hidrologia e oceanografia.

Clique aqui, para acessar a Estação Meteorológica Automática.

Sandra Brito (MG 06230 JP)
Embrapa Milho e Sorgo

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