Parceria entre Embrapa e ARS é renovada por mais cinco anos
Parceria entre Embrapa e ARS é renovada por mais cinco anos
O presidente do Serviço de Pesquisa Agrícola Americano (Agricultural Research Service – ARS), Edward B. Knipling, esteve em Brasília, na sexta-feira (3), na sede da Embrapa, onde assinou o novo convênio do Laboratório Virtual no Exterior (Labex) para o período de 2011-2016. "Essa parceria, que já existe há 12 anos, vai possibilitar a sustentação desse projeto tão bem sucedido e vai prolongar as colaborações, experiências e estender a exploração de novas oportunidades", comentou Knipling.
Para o presidente da Embrapa Pedro Arraes essa parceria não é de apenas 12 anos, mas de quase 40, desde a criação da Embrapa. "Muito da consolidação da Embrapa se deve à colaboração da ARS, ainda na época da criação da empresa." Arraes ressaltou a importância do Labex que avança cada vez mais e devido aos bons resultados está sendo copiado em outros países. "A renovação desse convênio vai alavancar novas parcerias e trazer muito mais resultados". Entusiasta do programa, no qual já atuou como coordenador, Arraes citou duas pesquisas importantes que justificam a continuidade da parceria: a vacina para gripe suína e a criação do primeiro laboratório de nanotecnologia do mundo.
Na ocasião, Knipling apresentou o perfil da agricultura dos Estados Unidos, o programa Labex, visão geral da ARS, os pontos em comum entre Embrapa e ARS e as oportunidades que a agência americana de pesquisa vislumbra para o futuro.
O ARS possui 100 estações experimentais nos Estados Unidos, cinco laboratórios no exterior, atua com aproximadamente 9 mil funcionários e recebe orçamento anual de US$ 1,2 bilhão. De acordo com o cientista, o desafio da agência é garantir os programas de pesquisa e laboratórios coordenados e articulados de forma complementar.
Knipling explicou ainda que o ARS trabalha com quatro pilares: recursos naturais e sistemas sustentáveis (que representa 20% do orçamento); produção de grãos (40%); produção de carne e proteção animal (15%); e produção de alimentos, segurança alimentar e nutrição (25%).
Como prioridades, a instituição apresenta as mudanças climáticas; a bionergia e biocombustíveis; a nutrição humana, como foco para o problema da obesidade; e a segurança alimentar. Para o futuro, Knipling citou algumas áreas como oportunidades e desafios: pesquisas para combater e controlar o greeningnos; cana-de-açúcar; ferrugem na folha da laranja; biobergia; e, novamente, mudanças climáticas.
A assinatura da parceria e a apresentação realizada por Knipling em Brasília fechou a agenda de visitas do presidente ao Brasil, que teve início no dia 29 de outubro, quando desembarcou em São Carlos (SP), onde visitou duas unidades da Embrapa (Embrapa Instrumentação e Embrapa Pecuária Sudeste). No dia 1º de dezembro, ele esteve no Rio de Janeiro visitando a Embrapa Agrobiologia. No dia 2 de dezembro, participou da inauguração da Embrapa Agroenergia, em Brasília, que aliás, o deixou impressionado. E finalmente, na sexta-feira (3) pela manhã ele conheceu a Embrapa Cerrados.
Juliana Freire (MTb 3053/DF)
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