Embrapa Algodão participa de reunião do Comitê Gestor do Algodão Colorido
27/01/12
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Embrapa Algodão participa de reunião do Comitê Gestor do Algodão Colorido
Delimitar ações e estratégias para a safra de 2012 para definir área a ser cultivada foi um dos pontos discutidos na 1ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor do Algodão Colorido realizado em 25 de janeiro, no Sebrae/PB com a presença de representantes da Embrapa Algodão, Ministério da Agricultura, de outros setores, como bancos públicos, e empresas têxteis e de confecção artesanal.
O gestor provisório do comitê, gerente da área de negócios da Embrapa Algodão, Waltemilton Cartaxo falou sobre alguns aspectos da reunião como a definição da área de 200 hectares a ser cultivada pela Cooperativa Agrícola Mista de Patos (Campal) mediante garantia de compra da produção pelas empresas vinculadas com suas demandas já delineadas para este ano. O ICMS foi outro assunto debatido em busca de alternativas de regras compensatórias para a compra do algodão produzido no Estado, como forma de incentivar a retomada da produção do algodão.
Cartaxo também pontuou outro estrangulamento na cadeia: o processo de fiação, onde há muitas dificuldades. Para superar este entrave, o comitê pretende atuar junto ao governo federal e estadual na busca de recursos para viabilizar a implantação de uma fiação de pequeno porte, em Patos, que cuidará do processo de produção a campo, descaroçamento e da fiação. A próxima reunião ordinária do comitê gestor deverá ser realizada na primeira quinzena de março em local a ser definido.
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Para Silvio Napoli, da Associação Brasileira de Indústria Textil (ABIT), e membro do comitê, a tecnologia de produção do algodão colorido feita pela Embrapa, tem um grande potencial para crescer e gerar muitos empregos, e neste sentido a ABIT atuará colaborando na avaliação de tecidos e malhas, acesso ao mercado, controle e desenvolvimento de produtos de qualidade, colaboração no desenvolvimento do kit para identificar a autenticidade do produto e acesso ao SELO QUAL*, da Associação. Ele disse ainda que o Brasil tem um potencial não mensurado nesse segmento. "Enquanto produzimos, ano passado, cerca de 100 toneladas de algodão orgânico, certificado, o Paraguai produziu perto de cinco mil toneladas. O setor importou em 2011 cerca de US$ 320 milhões, algo que poderia ter gerado no Brasil cerca de 40 mil novos empregos".
Segundo Virginia Columbiano, analista da Embrapa Algodão, o KIT de testes para identificação dos produtos piratas, em processo de finalização, será disponibilizado até o final do mês de junho.
Várias articulações com o mercado internacional, em especial nos Estados Unidos da América estão em andamento. A conselheira Francisca Vieira da Natural Cotton Color, empresa participante do comitê, informou na reunião que entendimentos com a APEX Brasil já estão sendo realizados para viabilizar a participação da empresa em eventos de moda entre maio e junho em cidades americanas. Quanto à qualidade final dos tecidos é necessário algum tipo de processamento para diminuir a aspereza comum nos tecidos atuais, "É urgente um trabalho de beneficiamento dos tecidos, passando por uma lavagem especial, com detergentes e amaciantes, antes de irem para as confecções", disse Francisca.
* SELO QUAL - Programa de Autorregulamentação de Roupas Profissionais, Militares, Escolares e Vestimentas da ABIT.
Colaboração - Jany Cardoso - (MTB-DF 08337) e Dalmo Oliveira
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