Sistema iLPF com plantio direto é tema de dia de campo em Paragominas
Sistema iLPF com plantio direto é tema de dia de campo em Paragominas
"Tecnologia para alta produtividade no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) com plantio direto" é o tema do dia de campo que o município de Paragominas sedia nesta sexta-feira (20). Promovido pela Embrapa Amazônia Oriental, o evento é dirigido a produtores rurais, técnicos e estudantes da região e acontece na Fazenda Vitória, a partir das 8h.
O iLPF com plantio direto possibilita a produção de grãos, carne, leite e madeira na mesma área, implantadas de forma simultânea ou em ciclos culturais. Essa tecnologia é desenvolvida em nível nacional pela Embrapa. Na região Norte, o centro de pesquisa localizado em Belém coordena o projeto.
Um dos municípios na Amazônia onde esse sistema de produção mais tem ganhado adeptos é Paragominas. Produtores rurais têm adotado a prática e obtido bons resultados. O projeto iniciou-se em 2008 e atualmente 5% da área cultivada do município é trabalhada com o iLPF com plantio direto.
Paragominas figurava na lista dos maiores desmatadores da Amazônia, mas ano passado conseguiu deixar a relação ao promover práticas sustentáveis. O sistema iLPF com plantio direto participa dessa reviravolta ambiental na região que tem servido de exemplo para outros municípios com altos índices de desflorestamento.
Para o coordenador do projeto iLPF com plantio direto na região Norte, pesquisador Paulo Fernandes, essa tecnologia representa uma oportunidade de viabilizar a pecuária sustentável na Amazônia. "Esse sistema de produção evita que a áreas dedicadas à pecuária avancem sobre a floresta em busca de solo fértil. Pastagens degradadas podem ser recuperadas por meio do plantio de grãos e espécies florestais", explica.
Segundo o pesquisador, ao final de alguns ciclos culturais como arroz, milho e soja, o investimento na recuperação do solo é resgatado pela comercialização dos grãos e a área está apta para receber uma pastagem de melhor qualidade. Nessa fase, as árvores já crescidas acabam por oferecer conforto térmico ao gado e podem gerar renda quando forem abatidas.
Vinicius Soares Braga (MTb 12.416/RS)
Embrapa Amazônia Oriental
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