Estudo analisa perdas em três tipos de coberturas vegetais em microbacia em Igaratá, SP
Estudo analisa perdas em três tipos de coberturas vegetais em microbacia em Igaratá, SP
Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e da Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas, SP) mostrou que o solo sob cultivo de eucalipto apresenta baixas perdas de água e de sedimentos, quando comparadas com os sob mata nativa e, principalmente, sob pastagem. A conclusão foi de que, na microbacia estudada, o cultivo do eucalipto apresenta uma condição de prática de manejo direcionada para a sustentabilidade do sistema de produção.
O trabalho avaliou o transporte de água das chuvas e de sedimentos sob cobertura de eucalipto, de mata nativa e de pastagem, presentes na microbacia da Fazenda Santa Marta, município de Igaratá, SP.
Foram selecionados três locais representativos das três coberturas. Uma análise comparativa entre as perdas de água no período entre 5 de novembro de 2015 a 27 de outubro de 2016, mostrou que o valor mais elevado ocorreu na pastagem, cuja declividade encontra-se em torno de 8%.
O cultivo com eucalipto, mesmo sob uma condição de 12% de declividade, apresentou perdas, tanto de água quanto de sedimentos, relativamente próximas àquelas da cobertura de mata nativa. O solo sob eucalipto, devido ao seu caráter úmbrico, apresenta boa estrutura e bom teor de carbono, que aliados à espessa manta de cobertura morta (palhada) existente na área, contribuiu para perdas mais baixas, tanto de água quanto de solos, via escoamento superficial”, explica o pesquisador Marco Gomes, da Embrapa Meio Ambiente.
Na região do Vale do Rio Paraíba, o plantio de eucalipto remonta a várias décadas, com o propósito de atender à demanda da produção de papel e celulose. Por se tratar de uma região com predomínio de relevo acidentado, seu manejo necessita de atenção especial para evitar perdas de solo que possam comprometer a sustentabilidade do sistema. A área de estudo está localizada em porção de Mata Atlântica, na microbacia da Fazenda Santa Marta, onde existem grandes plantações de eucalipto em substituição ao bioma original, intercalados por porções de mata nativa e pastagem, em estágio de degradação. Cerca de 61% da área é ocupada por eucalipto, sendo o restante distribuído entre mata (29%) e pastagem (10%).
A microbacia experimental possui uma área de drenagem de 150 ha, sendo 92 de plantio de eucalipto e o restante dividido entre áreas de preservação (mata nativa) e pastagens degradadas.
O eucalipto encontra-se sob manejo com cobertura morta (folhas e galhos) com espessura média de 30cm; a mata nativa, típica do Bioma Mata Atlântica, apresenta-se em fase secundária com sub-bosque formado por plantas rasteiras e arbustos de pequeno e médio porte. Já a pastagem, formada por Brachiaria decumbens, encontra-se em estágio de degradação devido à presença de muitas plantas invasoras, porém ainda com grande capacidade de cobertura do solo.
Os autores são Marco Gomes; Lauro Pereira; Manoel Dornelas de Souza, Embrapa Meio Ambiente; Carlos Ronquim e Sérgio Tôsto, Embrapa Monitoramento por Satélite.
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente
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