01/10/19 |   Forestry and silviculture

A restauração da paisagem florestal por meio de abordagens ecossistêmicas é discutida no IUFRO2019

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A agrossilvicultura e a agroecologia estão sendo cada vez mais reconhecidas nas escalas local, regional e internacional como tendo um potencial significativo para contribuir para o desenvolvimento sustentável, a adaptação e mitigação das mudanças climáticas e a segurança alimentar. No entanto, o sistema alimentar industrial está invadindo práticas agroflorestais e agroecológicas tradicionais e locais, levando a aumentos no desmatamento para a monocultura em larga escala e para a pastagem de animais e, por consequência, gerando o aumento das emissões globais de gases de efeito estufa. Tudo isso tem levado a um rápido declínio na biodiversidade de agroecossistemas e à contaminação e ao uso excessivo do solo e dos recursos hídricos. Neste contexto, o avanço das práticas agroecológicas e agroflorestais foi o mote da sessão D9b do XXV Congresso Mundial da Iufro.

Segundo um dos coordenadores das discussões e pesquisador da Embrapa Florestas, André Eduardo Biscaia de Lacerda, a consequência dessas práticas tem sido a vulnerabilidade dos agroecossistemas​​ aos impactos das mudanças climáticas, o que ameaça a segurança alimentar e os meios de subsistência dos produtores. “Muitos dos mais vulneráveis ​​a essas mudanças globais são pequenos produtores nos países em desenvolvimento, em particular mulheres e jovens”, destaca o pesquisador.

Este painel reuniu pesquisadores e profissionais que trabalham no Brasil, Costa Rica, México, Cuba, Canadá, Índia, Sri Lanka e Honduras, com o objetivo de compartilhar conhecimentos e identificar temas comuns relacionados ao apoio e aprimoramento das práticas agroecológicas e agroflorestais como um meio de garantir a resiliência da comunidade, por meio da segurança alimentar, incentivar a sustentabilidade e a produção em face da transformação, além de promover o compartilhamento intergeracional de conhecimento. “Pretendemos consolidar a rede de conhecimento internacional FEAST, conectando países de ambos hemisférios a fim de desenvolver a capacidade dos agricultores em manejar de forma sustentável seus ecossistemas, buscando maximizar a produção socioecológica”, conta André Eduardo Biscaia de Lacerda.

Todos os membros do painel estão atualmente envolvidos em pesquisa participativa e atividades de extensão com pequenos agricultores e estão coproduzindo conhecimento transdisciplinar para garantir que políticas e práticas incorporem experiências e realidades locais.

Ao final, a sessão contou com espaço para um debate aberto sobre os desafios comuns e soluções locais inovadoras que possam ser adaptadas pelos membros da rede.

Realizado pela primeira vez na América Latina, o IUFRO2019 foi promovido pela Embrapa, Serviço Florestal Brasileiro e IUFRO.

Paula Saiz (CONRERP 3453)
Embrapa Florestas

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