25/03/25 |   Research, Development and Innovation  Integrated Pest Management

Better Cotton Iniciative conhece avanços no controle biológico do bicudo do algodoeiro

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Photo: Edna Santos

Edna Santos -

A Embrapa Algodão recebeu neste mês de março uma comitiva da Better Cotton Iniciative (BCI), instituição com sede em Genebra, Suíça, cuja missão é estimular a adoção de práticas sustentáveis no cultivo do algodão ao redor do mundo. O objetivo da visita foi acompanhar os resultados parciais do projeto Estratégias de controle biológico conservativo e aplicado de Anthonomus grandis para redução de inseticidas químicos e emissões de gases de efeito estufa em plantações de algodão, coordenado pela Embrapa Algodão, em parceria com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), com financiamento da BCI.

Na ocasião, a equipe de pesquisa envolvida no projeto, sob a coordenação do entomologista Carlos Domingues, da Embrapa Algodão, apresentou os avanços na metodologia de criação de parasitoides do bicudo do algodoeiro, o andamento da pesquisa sobre monitoramento da praga com o uso de imagens RGB e hiperespectrais, bem como os benefícios da aplicação de inseticida em fileiras alternadas para a preservação dos inimigos naturais e redução de químicos na lavoura.

“A ciência já demonstrou a eficácia do uso de parasitoides para controle do bicudo, bem como, o impacto da redução do uso de inseticidas com a aplicação em fileiras alternadas para o controle do bicudo, preservando os seus inimigos naturais.  Em pequenas e médias propriedades isso é perfeitamente viável. O nosso maior gargalo agora é automatizar o encapsulamento do parasitoide do bicudo para liberação em larga escala com baixo custo. Para isso, a parceria com os produtores, através da Amipa, tem sido fundamental, tendo em vista a expertise que eles desenvolveram na biofábrica de inimigos naturais”, afirmou o pesquisador Carlos Domingues.

Entre as próximas etapas da pesquisa, que segue até 2027, destacam-se os estudos de encapsulamento em parafilme de hospedeiros alternativos para o parasitismo de Jaliscoa grandis em substituição às larvas do bicudo; determinação do balanço de carbono em algumas propriedades rurais produtoras de algodão do estado de Minas Gerais; e a finalização da coleta de imagens para viabilizar o monitoramento de populações do bicudo com VANT por meio de inteligência artificial.

A equipe do BCI destacou a quantidade de insumos necessários para a produção do algodão, especialmente, de inseticidas, que chegam a 36% do custo de produção. “Nossa meta é reduzir em 50% o uso de inseticidas na cultura do algodão até 2030”, declarou Álvaro Moreira, gerente sênior de programas e parcerias para grandes fazendas da Better Cotton Iniciative. Segundo ele, as informações geradas pelo projeto darão uma importante contribuição para atingir esse objetivo.

Edna Santos (MTB/CE 1700)
Embrapa Algodão

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