Ações da Rede de Pesquisa em Sementes Crioulas e Agroecológicas do RS na inovação social e tecnológica
Ações da Rede de Pesquisa em Sementes Crioulas e Agroecológicas do RS na inovação social e tecnológica
*Content only available in Portuguese
O projeto espera suprir a demanda de sementes agroecológicas, tanto crioulas quanto melhoradas, de qualidade fisiológica adequada em espécies de interesse da agricultura familiar com a intenção de promover a autonomia das entidades e dos agricultores demandantes. Tem como instrumento o fortalecimento da Rede de Pesquisa Participativa Sementes Crioulas e Agroecológicas do Rio Grande do Sul, constituída por entidades representativas dos agricultores familiares e entidades públicas.Com isso, espera-se fortalecer a rede sociotécnica de sementes do RS, dando suporte a políticas públicas como o Planapo e o PAA-Alimentos. Neste contexto, haverá a necessidade de acompanhamento técnico de 750 famílias envolvidas, havendo por parte da equipe o comprometimento de realizar visitas periódicas. Aproximadamente 240 famílias correspondem aos programas de produção de sementes e terão apoio logístico e de capacitação agroecológica. Está prevista ainda a inserção de novos agricultores ao processo de produção certificada, a partir do respectivo plano de conversão. Assim, serão realizadas capacitações com diferentes níveis de complexidade e duração, fruto de acordo prévio com os parceiros. Refletindo as relações institucionais desenvolvidas desde 2005, existem atualmente inúmeras seleções de plantas realizadas junto ao acervo de germoplasma crioulo de diversas espécies, principalmente junto aos agricultores guardiões de sementes, resultantes de ações de melhoramento participativo com as cooperativas, que apresentam elevado potencial de se tornarem novas variedades. Dentre essas espécies estão milho, feijão, mandioca, cebola e cucurbitáceas, com variedades que se destacam por suas características nutricionais e funcionais altamente vantajosas sob o ponto de vista comercial. Prevê-se que os registros de variedades dessas espécies ocorram durante a execução do projeto. Outras espécies, como almeirão, tomate, alface e leguminosas de duplo propósito (ervilha e feijão-miúdo) serão também objeto de avaliação, prevendo-se a identificação de variedades para os diversos sistemas de produção. Para fortalecer a Rede de Sementes, o Inovasocial garante apoio de gestão e de capacitação de técnicos e gestores, e o fortalecimento/formação de novos espaços de aprendizagem coletiva (EAC), regionalmente distribuídos, compreendendo agricultores guardiões e suas entidades, casas de sementes, feiras de sementes, associações de agricultores e unidades de pesquisa participativa, cada uma com seu enfoque específico no manejo local da agrobiodiversidade. As entidades participantes possuem experiência na produção agroecológica e certificação orgânica de sementes, como a Bionatur. Neste caso, o projeto irá garantir o repasse da experiência aos demais parceiros. O processo de produção requer a adequação das áreas para a produção orgânica e a utilização de insumos certificados. A Cooperbio, entidade participante da rede, possui uma central de insumos orgânicos que produz diversos itens que servirão como suporte para a certificação dos produtores. Para tanto, o projeto dará apoio à adequação dos sistemas de produção e à incorporação de novas culturas aos mesmos, bem como inovará em relação à geração de insumos para agricultura de base ecológica. Outra inovação é a incorporação definitiva de cadeias de comercialização, trazendo a aproximação entre produtor e consumidor urbano. Para tanto espera-se a identificação de novos canais de comercialização junto a prefeituras e sindicatos, de modo a aumentar a demanda por sementes agroecológicas. Neste cenário, incorporam-se a Rede Ecovida e os Arranjos Produtivos Locais (APLs) como principais demandantes de sementes agroecológicas. Essa parceria poderá servir como modelo à produção de sementes crioulas e agroecológicas, utilizando um modelo de gestão participativa na apropriação dos resultados da pesquisa.Instituições como Embrapa, Bionatur, Cooperfumos, principais cooperativas produtoras das referidas sementes no Rio Grande do Sul, às quais estão associadas outras cooperativas, contam com o apoio financeiro do Acordo de Cooperação Inovasocial - Embrapa/BNDES/FEA. Outras entidades públicas de ensino e extensão também estão envolvidas no projeto, tais como Cporg-Mapa, Universidade Federal de Pelotas, Emater, Instituto Cultural Padre Josimo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
Status: In progress Start date: Wed Jan 01 00:00:00 GMT-03:00 2020 Conclusion date: Sat Mar 31 00:00:00 GMT-03:00 2029
Head Unit: Embrapa Temperate Agriculture
Project leader: Gilberto Antonio Peripolli Bevilaqua
Contact: gilberto.bevilaqua@embrapa.br