Isolamento e seleção de rizóbios de solos de Mato Grosso do Sul para inoculação em feijoeiro comum.
Isolamento e seleção de rizóbios de solos de Mato Grosso do Sul para inoculação em feijoeiro comum.
Author(s): CAVALHEIRO, J. C. T.; OTSUBO, I. M. N.; PELEGRIN, R. de; TARASIUK, V. A.; SILVA JUNIOR, A. da; MERCANTE, F. M.
Summary: A importância social e econômica da cultura do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) no Brasil é evidenciada pelo contingente de pequenos produtores, que a cultivam com baixo aporte de insumos, com crescente relevância para o agronegócio no país. A cultura ocupou, na safra 2004/2005, 3.812.800 ha, com uma produção de 3.044.400 toneladas, resultando num baixo rendimento médio nacional, de apenas 798 kg ha-1 (Agrianual, 2005). O baixo nível de tecnologia empregado e o cultivo em solos de baixa fertilidade, especialmente pobres em N, contribuem fortemente para esse cenário. Conseqüentemente, o suprimento adequado de N pela simbiose com bactérias diazotróficas, de modo eficaz, representa uma alternativa para aumentar os rendimentos nacionais a um baixo custo, além de evitar a contaminação dos recursos hídricos pelo nitrato e de diminuir a emissão de gases com efeito estufa. Entretanto, diversos relatos têm mencionado a baixa nodulação e ausência de resposta à inoculação em ensaios a campo, levantando dúvidas sobre os benefícios que a inoculação com estirpes superiores pode oferecer (Graham, 1981; Pereira et al., 1984; Ramos & Boddey, 1987; Hardarson, 1993). Explicações para a falta de resposta à inoculação em alguns ensaios podem residir na população numerosa, mas ineficiente, de rizóbios na maioria dos solos (Graham, 1981; Thies et al., 1991). Além disso, a baixa freqüência de resposta à inoculação do feijoeiro em condições de campo tem sido atribuída à susceptibilidade de ambos parceiros simbióticos a diversos fatores ambientais, tais como temperaturas elevadas (Mercante, 1993; Hungria & Vargas, 2000), e à instabilidade genética das estirpes que haviam sido selecionadas anteriormente para o feijoeiro e que pertenciam à espécie Rhizobium leguminosarum (Hungria & Araujo, 1995). Por outro lado, diversos estudos têm mostrado que estirpes de R. tropici apresentam maior estabilidade genética e maior tolerância a temperaturas elevadas do que estirpes de R. leguminosarum bv. phaseoli (Martínez-Romero et al., 1991; Amaral, 1998; Pinto et al., 1998; Raposeiras et al., 2002).
Publication year: 2006
Types of publication: Paper in annals and proceedings
Keywords: Feijão
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