Tolerância ao estresse por déficit hídrico em cultivares de Brachiaria brizantha.
Tolerância ao estresse por déficit hídrico em cultivares de Brachiaria brizantha.
Author(s): PARMEJIANI, R. S.; SANTOS, P. M.; VALLE, C. B. do; CRUZ, P. G. da; ARAUJO, L. C. de
Summary: O conhecimento dos mecanismos fisiológicos de resposta às condições de estresse por déficit hídrico poderá auxiliar no desenvolvimento de gramíneas forrageiras mais eficientes no uso da água. O objetivo deste projeto foi verificar o efeito do estresse por déficit hídrico sobre o desenvolvimento de cv. Marandu e cv. Piatã. O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação na Embrapa Pecuária Sudeste em blocos completos ao acaso com arranjo em fatorial 2x2x4 (dois acessos, duas condições hídricas e quatro coletas) com três repetições. Os vasos foram preenchidos com terra fina seca previamente corrigida com calcário (PRNT=90%). O capim-marandu (CM) e o capim-piatã (CP) foram avaliados sob duas condições de disponibilidade de água (com ou sem estresse). Oito semanas após o plantio, as plantas foram cortadas a 20 cm de altura. A irrigação dos vasos do tratamento com estresse foi suspensa a partir de 25 dias após o corte, quando a coleta de dados foi iniciada. As coletas foram feitas 0, 7, 14 e 28 dias após o início do estresse. Os vasos do tratamento testemunha (sem estresse) continuaram sendo irrigados até a capacidade de campo. Após o início do estresse, as seguintes variáveis foram avaliadas: taxa de alongamento foliar (cm/folha.dia); potencial hídrico nas folhas (MPa); potencial osmótico nas folhas (MPa); massa seca de lâminas foliares (mg/planta), de hastes + pseudo-hastes (mg/planta), de material morto (mg/planta). Os dados foram submetidos à análise de variância pelo procedimento GLM do SAS (SAS, 2003) considerando como fontes de variação os efeitos de bloco, de acessos, de condição hídrica, de coleta e de suas respectivas interações. A massa seca de planta inteira foi maior para o CM ( 29,5±1,3 g/planta) que para o CP (20,6±1,1 g/planta) e aumentou ao longo das coletas (de 22,4±1,7 para 28,7±2,4 g/planta da primeira para a última coleta). A massa seca de parte aérea, de hastes e de folhas foi inferior no tratamento com estresse a partir da terceira coleta. Para o capim-piatã, não houve efeito da condição hídrica sobre a massa de material morto, já no capim-marandu a massa de material morto foi superior no tratamento com estresse na última coleta. A taxa de alongamento foliar foi maior no CP (3,2±0,4cm/perf.dia) que no CM (1,5±0,2 cm/perf.dia) e no tratamento testemunha (2,8±0,4cm/perf.dia) que no tratamento com estresse (2,0±0,3cm/perf.dia). O CM apresentou potencial hídrico inferior (-1,51±0,09MPa) ao do CP (-1,34±0,08MPa). O potencial osmótico apenas diferiu entre os dois capins no tratamento com estresse (- 0,98±0,07MPa e -0,67±0,07MPa para o CM e o CP em condições de estresse hídrico, respectivamente). No tratamento testemunha o potencial osmótico dos dois capins foi de - 0,07MPa. O estresse por déficit hídrico determina a redução da biomassa da parte aérea no CM e no CP. O CP foi mais tolerante ao déficit hídrico que o CM.
Publication year: 2010
Types of publication: Abstract in annals or event proceedings
Keywords: Brachiaria Brizantha, Deficit hídrico, Estresse
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