Pragas

Conteúdo migrado na íntegra em: 09/12/2021

Autor

Almir Dias Alves da Silva - Consultor autônomo

 

- Lagarta-da-folhagem

É a principal praga nos cultivos de inhame, cujos efeitos danosos são verificados pelos cortes irregulares e arrendondados entre as nervuras do limbo foliar e pelo acúmulo de excremento de cor negra, sobre as folhas e o solo. A época de aparecimento desta praga está condicionada às chuvas, nos cultivos não irrigados, ou à irrigação por aspersão, nos cultivos irrigados.

O controle biológico pode ser feito com Bacillus thuringienses na dose de 150-200 g do produto comercial para 100 L de água. Para maior eficiência de aplicação, o produto deve ser aplicado nas horas mais frias do dia, evitando-se ventos fortes. A aplicação deve ser feita aspergindo a solução sobre e entre a folhagem do inhame, no início do aparecimento da praga (no primeiro estágio larval) sempre atingindo as lagartas. Repetir o tratamento a intervalos de 15 dias, a depender do nível de reinfestação.


- Cupim do solo

A incidência de cupim, atacando o inhame não é muito comum, entretanto, quando ocorre infestação no solo pode ocasionar enormes prejuízos e, em geral, isso acontece quando a túbera permanece no solo além do tempo necessário.

Em terrenos comprovadamente infestados recomenda-se efetuar uma atração e uma gradagem polvilhando, em seguida, com inseticida à base de paration ou malation, em pó seco, revolvendo-se novamente todo o solo de plantio.


- Broca-do-caule do inhame

O ataque dessa praga provoca o secamento progressivo do ramo principal acima do colo, comprometendo o crescimento da planta e acarretando até sua morte. No início do aparecimento desta praga, pode-se fazer o controle biológico com a aplicação de Bacillus thuringiensis na dose de 150-200 g do produto comercial para 100 litros de água. O  tratamento a pode ser repetido em intervalos de 15 dias,  a depender do nível de reinfestação.


- Pragas em condições de armazenamento

A broca-da-túbera-do-inhame e as cochonilhas (Pseudococcus sp.) ocorrem, geralmente, em ambientes de temperatura e umidade elevadas. Como medida de controle recomenda-se o armazenamento das túberas (comerciais e sementes) em condições adequadas e, preferencialmente, por um período não muito prolongado.